Por Diana Schmitz
A Disney confirmou seu 7º parque em Abu Dhabi. Entenda o que isso significa para quem investe em imóveis nos Emirados Árabes e como acompanhar esse movimento.

A Disney confirmou , pela segunda vez em 2026 , que o projeto do Disneyland Abu Dhabi segue em pleno andamento. Durante o earnings call do Q3, em agosto de 2026, a empresa reiterou o compromisso com o que será o seu 7º resort no mundo e o primeiro no Oriente Médio.
O parque será construído na Yas Island, já conhecida por atrações como Ferrari World, Warner Bros. World e SeaWorld. O desenvolvimento está sendo feito em parceria com a Miral , empresa local responsável por operar as maiores atrações de Abu Dhabi , através de um modelo de licenciamento: a Miral financia, constrói e opera o parque; a Disney fornece sua propriedade intelectual e supervisão criativa, recebendo royalties sem investir capital próprio.
A previsão é que o parque seja "autenticamente Disney e distintamente Emiratense", com a tecnologia mais avançada de qualquer parque da empresa no mundo, integração de elementos da cultura dos Emirados e um design de castelo inédito , como mostra o rendering oficial acima.
Projetos dessa magnitude têm impacto direto e comprovado na valorização imobiliária das regiões ao redor. Quando a Disney expandiu em Orlando, os imóveis num raio de 30 km valorizaram de forma consistente nos anos seguintes. O mesmo padrão se repetiu em Paris e Xangai.
Em Abu Dhabi, o efeito já começou antes mesmo da abertura: a Miral anunciou a adição de mais de 1.000 quartos de hotel na Yas Island nos próximos cinco anos, e o número de visitas à ilha cresceu mais de 10% em 2024, chegando a 38 milhões.
Para investidores brasileiros, o momento é estratégico: o parque ainda levará alguns anos para abrir, o que significa que os preços de imóveis em Abu Dhabi e arredores ainda não refletem completamente o impacto que esse projeto vai gerar. Comprar antes da abertura é, historicamente, a janela de maior valorização.
O projeto Disney faz parte de uma estratégia mais ampla dos Emirados para diversificar sua economia além do petróleo. As exportações não petrolíferas dos UAE cresceram 25% em um ano, chegando a US$ 71,3 bilhões , um sinal claro de que a região está se consolidando como polo global de turismo, negócios e moradia.
Diana Schmitz atende investidores brasileiros e portugueses interessados no mercado imobiliário dos Emirados, com consultoria em português do início ao fim do processo.
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